EVENTO

Claude Impact Lab Rio: IA Auditável para Saúde e Segurança Pública

Capiva · 26 Maio 2026 · 14 min de leitura

Leonardo Santos, parceiro estratégico da Capiva, com o troféu de 1º lugar na trilha de Saúde do Claude Impact Lab Rio de Janeiro.

Leonardo Santos, parceiro estratégico da Capiva, com o troféu de 1º lugar na trilha de Saúde do Claude Impact Lab Rio de Janeiro.

No dia 24 de maio de 2026, o Porto Maravalley, hub de inovação na região portuária do Rio de Janeiro, recebeu a primeira edição brasileira do Claude Impact Lab. O programa internacional de hackathon, organizado pela Anthropic, reuniu equipes multidisciplinares para construir, em um único dia, soluções de inteligência artificial aplicadas a dois dos maiores desafios urbanos brasileiros: saúde e segurança pública.

Leonardo Santos, consultor de IA e soluções que integra o ecossistema de parceiros estratégicos da Capiva, participou do evento como parte de uma equipe multidisciplinar de cinco profissionais — medicina, produto, IA e engenharia. A equipe conquistou o primeiro lugar na trilha de Saúde, com uma solução que repensa o trabalho das Agentes Comunitárias de Saúde do Rio de Janeiro a partir de um princípio inegociável: IA auditável, jamais autônoma em decisão clínica.

IA auditável é o desenho em que a IA generativa acelera a construção da ferramenta e a decisão que afeta um cidadão é tomada por regras transparentes, ancoradas em fontes oficiais e sempre revisáveis por um responsável humano. O Claude Impact Lab é um programa global da Anthropic que leva hackathons de IA gratuitos a cidades ao redor do mundo, sem exigir experiência prévia em programação.

O que é o Claude Impact Lab?

O Claude Impact Lab é um programa global da Anthropic que leva hackathons de IA para cidades ao redor do mundo. Antes do Rio, o programa já havia passado por San Diego, Miami, Santiago e Cidade do México. O formato é deliberadamente inclusivo: a participação é gratuita e não exige experiência prévia em programação ou inteligência artificial. As equipes reúnem profissionais de tecnologia, design, negócios, comunicação e políticas públicas. A premissa é que soluções de IA para cidades precisam de perspectivas diversas, não apenas de engenheiros.

A edição carioca foi organizada por João Lisboa, Claude Community Ambassador no Brasil e cofundador da Taicor, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Maravalley, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e outros órgãos municipais. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, posicionou o Rio como ambiente cada vez mais favorável à inovação. Patrocinadores incluíram CCPar, Visagio, VTex, Segura, Taicor e o próprio Maravalley.

O que aconteceu no evento?

Cerca de 100 participantes foram selecionados entre mais de 600 inscritos. Durante o dia, as equipes receberam mentoria especializada e construíram protótipos funcionais usando o Claude, modelo de IA da Anthropic, como base tecnológica. Os projetos se dividiram entre os dois eixos temáticos do evento:

  • Saúde: Ferramentas para identificação preventiva de demandas, usando IA para antecipar necessidades antes que se tornem emergências. É o tipo de abordagem que transforma gestão pública de reativa em proativa e que, no Rio, encontra terreno fértil dado o tamanho da rede de atenção primária.
  • Segurança pública: Soluções para integração de bases de dados de segurança, permitindo análises estratégicas cruzadas que seriam humanamente impossíveis no volume atual de informações.

Ao final do dia, as equipes apresentaram seus projetos para um painel que não foi decorativo: os Secretários Municipais de Saúde e de Segurança Pública do Rio de Janeiro avaliaram as soluções ao lado do time da Anthropic — ou seja, quem efetivamente operacionalizaria as ferramentas decidiu quais venceriam. É uma composição de júri rara em hackathons e que reforça a seriedade institucional do evento.

Qual solução venceu a trilha de Saúde?

A equipe vencedora da trilha de Saúde apresentou o ACS Digital, uma solução desenhada a partir de uma constatação simples e brutal: as Agentes Comunitárias de Saúde do Rio de Janeiro perdem aproximadamente uma hora por dia retranscrevendo, ao final da jornada, anotações em papel feitas durante as visitas domiciliares.

A escala do problema é difícil de ignorar. O Rio tem a maior cobertura de saúde da família entre as capitais brasileiras e, possivelmente, a maior força de atenção primária ativa do mundo. Cada hora perdida por agente, multiplicada pela rede inteira, é cuidado de campo que poderia estar irrigando o atendimento em vez do trabalho administrativo.

A escala do problema que o ACS Digital endereça na rede de atenção primária do Rio de Janeiro. O valor financeiro é estimativa preliminar da equipe, não número oficial.
IndicadorNúmero
Agentes Comunitárias de Saúde no RioCerca de 6.200
Moradores cobertos4,5 milhões
Tempo perdido por agente, por diaAproximadamente uma hora de retranscrição manual
Cuidado de campo perdido na rede inteira6.200 horas todos os dias
Custo anual do tempo perdido (estimativa preliminar da equipe)Aproximadamente US$ 8 a 11 milhões por ano, em estimativa preliminar

A entrevista com uma agente em atuação na Rocinha definiu o desenho do produto:

Nenhum sistema vai me dar a lista que eu realmente vou andar. Eu conheço meu território.
Agente Comunitária de Saúde, Rocinha

A solução, construída em um dia, é um aplicativo mobile que funciona offline — crítico em territórios com conectividade instável —, permite à agente registrar a visita na casa do paciente, no momento do atendimento, e entrega uma lista de prioridade semanal ancorada nos manuais oficiais do SUS e do Ministério da Saúde. As quatro categorias prioritárias mapeadas: hipertensão, diabetes, gestantes e crianças em vulnerabilidade social.

A decisão arquitetural mais importante — e que distingue o ACS Digital de qualquer solução genérica de IA aplicada à saúde — é o que não foi feito: nenhum modelo de linguagem opera em runtime clínico. O motor de priorização é determinístico, auditável, escrito em SQL puro. O Claude foi usado durante o desenvolvimento (para acelerar a construção do código e da documentação). O Claude não decide quem é visitado amanhã. Como o time formulou no pitch:

IA é briefing, não comando. A profissional de saúde toma a decisão final — sempre.

Princípio central do ACS Digital

Esse princípio responde à pergunta que todo gestor público responsável faz ao avaliar IA: se algo der errado, conseguimos explicar como a decisão foi tomada? No ACS Digital, a resposta é sim, linha por linha, regra por regra.

Em linha com o regulamento do evento — segundo o qual as soluções vencedoras são doadas à cidade do Rio de Janeiro —, o próximo passo da equipe é uma sessão de trabalho com a Prefeitura do Rio de Janeiro para integrar o ACS Digital ao Vitacare, o sistema de prontuário eletrônico municipal. A Anthropic acompanha a continuidade do projeto.

Como reforçou Martine, da Anthropic, no painel de encerramento do evento:

You don’t need permission. The Impact Lab is not the solution, it’s a start.
(Vocês não precisam de permissão. O Impact Lab não é a solução, é um começo.)
Martine, Anthropic

Por que o Brasil está no mapa da IA?

A escolha do Rio como sede do Impact Lab não foi acidental. Em maio de 2026, dois movimentos da Anthropic tornaram inequívoca a aposta da empresa no Brasil:

  1. O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. O dado foi reportado pela StartSe em 14 de abril de 2026, com base em informações da Bloomberg Línea.
  2. A Anthropic está montando estrutura local no Brasil, com escritório em São Paulo previsto para 2026 e contratações já em andamento.
  3. O Impact Lab Rio aconteceu durante uma semana de programação intensa no Maravalley, o hub de inovação da zona portuária do Rio que vem concentrando eventos e ativações do ecossistema carioca de tecnologia.

Esses sinais indicam que o Brasil não é mercado secundário para a Anthropic. É prioritário, com infraestrutura de comunidade ativa, demanda por soluções aplicadas e — como o Impact Lab demonstrou — disposição institucional para que prefeituras colaborem diretamente com times de IA na construção de soluções.

Por que auditabilidade é crítica em IA no setor público?

O tema do Impact Lab — IA aplicada a saúde e segurança pública — merece atenção especial porque, nesses dois domínios, a auditabilidade não é um nice-to-have. É a condição mínima de operação.

O modelo tradicional de gestão pública é reativo: o cidadão reporta um problema, a prefeitura recebe, classifica, encaminha e, eventualmente, resolve. Cada etapa depende de pessoas processando informação manualmente, em volume que excede qualquer capacidade humana razoável. Quando se tenta acelerar esse modelo apenas plugando IA generativa em decisões críticas, a pergunta de governança — “como justificamos essa decisão para a Controladoria, para o Ministério Público, para o cidadão afetado?” — fica sem resposta.

A alternativa que o ACS Digital exemplifica é diferente: IA generativa no desenvolvimento, lógica determinística e auditável na decisão. A inteligência artificial acelera a construção da ferramenta, escreve código, redige documentação, propõe arquitetura. A decisão que afeta um cidadão — quem é visitado hoje, quem é classificado como risco, quem entra em uma lista de prioridade — é tomada por regras transparentes, ancoradas em fontes oficiais, sempre revisáveis por um responsável humano.

Esse desenho não substitui o servidor público. Libera-o para o que exige julgamento humano, enquanto a tecnologia cuida do volume operacional repetitivo. Na prática, isso significa:

  • Um canal de escuta social que detecta insatisfação cidadã antes de virar crise.
  • Um sistema de alertas que avisa moradores sobre riscos ambientais em tempo real.
  • Uma lista de visitas priorizada por critérios públicos, não por opacidade algorítmica.

Essas não são projeções. São soluções operacionais — e o Claude Impact Lab é a prova de que podem ser prototipadas em um dia por equipes multidisciplinares, sem experiência prévia em IA.

Qual foi a participação da Capiva no evento?

A Capiva acompanhou o evento de perto. Leonardo Santos, parceiro estratégico da Capiva, integrou a equipe multidisciplinar de cinco profissionais que conquistou o primeiro lugar na trilha de Saúde com o ACS Digital. O time foi composto por Laura Soares Anderaus (medicina), Vinicius Saraiva Andrade, Rafael Bressan, Daniel Seraphim e Leonardo — backgrounds combinados de medicina de família, produto, inteligência artificial e engenharia de software.

Para nós, o resultado confirma uma tese que operamos há meses: a maior oportunidade da IA no Brasil não está em substituir trabalhadores, e sim em multiplicar a capacidade de instituições que hoje operam muito aquém do possível. Prefeituras, secretarias, autarquias. Organizações com demandas enormes, orçamentos limitados e processos que a tecnologia certa pode transformar radicalmente — sem abrir mão de auditabilidade, controle e responsabilização.

O Impact Lab mostrou que, com a ferramenta certa, mentoria adequada e um time multidisciplinar, é possível prototipar uma solução funcional em horas. Uma implementação estruturada — com arquitetura pensada para escala, integração com sistemas existentes e governança desde o primeiro dia — consegue transformar esse protótipo em operação real em semanas.

O que vem pela frente?

O Claude Impact Lab no Rio é um marco, mas é também um ponto de partida. Com a Anthropic sinalizando presença permanente no Brasil, o setor público carioca demonstrando abertura para colaboração com IA e a equipe vencedora prosseguindo para uma sessão de trabalho com a Prefeitura, o ecossistema está se formando em tempo real.

Para gestores públicos, a mensagem é clara: IA aplicada a governo não é mais experimental. É operacional, acessível e — quando bem implementada, com auditabilidade no centro — gera economia de escala que justifica o investimento desde o primeiro mês.

Para empresas e consultores que trabalham nessa interseção, o momento é de construir. Os eventos estão criando awareness. A próxima fase é converter awareness em deploy, e deploy em resultado.

A Capiva está nesse jogo. Se você é gestor público, secretário, diretor de inovação ou trabalha na fronteira entre tecnologia e serviço público, entre em contato. Queremos entender seus desafios, mostrar o que é possível com IA auditável — e separar, juntos, o que é promessa de marketing do que é solução pronta para operar.

O troféu da categoria Saúde: 1º Lugar no Claude Impact Lab Rio de Janeiro.

O troféu da categoria Saúde: 1º Lugar no Claude Impact Lab Rio de Janeiro.

Quer explorar como IA auditável funciona na prática?

Se você é gestor público ou diretor de inovação, vamos conversar sobre os desafios do seu município. Mostramos como IA auditável mantém a decisão sobre o cidadão em lógica transparente e revisável por um responsável.

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Perguntas frequentes

O que é o Claude Impact Lab?

O Claude Impact Lab é um programa internacional de hackathon organizado pela Anthropic, criadora do Claude. Leva eventos gratuitos a cidades ao redor do mundo, reunindo equipes multidisciplinares para construir soluções de IA aplicadas a desafios urbanos reais, sem exigir experiência prévia em programação. A primeira edição brasileira aconteceu no Rio de Janeiro em maio de 2026.

Quando aconteceu o Claude Impact Lab no Rio de Janeiro?

A primeira edição brasileira do Claude Impact Lab aconteceu em 24 de maio de 2026, no Porto Maravalley, hub de inovação da região portuária do Rio de Janeiro. O evento foi organizado por João Lisboa, Claude Community Ambassador no Brasil, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Maravalley.

Qual solução venceu o Claude Impact Lab Rio na trilha de saúde?

A solução vencedora da trilha de Saúde foi o ACS Digital, aplicativo mobile offline que apoia as Agentes Comunitárias de Saúde do Rio de Janeiro, registrando visitas domiciliares e gerando uma lista de prioridade semanal ancorada nos manuais oficiais do SUS. O motor de priorização é determinístico e auditável, escrito em SQL puro, sem modelo de linguagem em runtime clínico.

Como a IA pode ajudar a gestão pública municipal?

A inteligência artificial pode transformar a gestão pública municipal de reativa para proativa, desde que respeite governança e auditabilidade. Aplicações práticas incluem canais de escuta social, alertas em tempo real para riscos ambientais, classificação automática de demandas e priorização de atenção primária com regras transparentes, sem substituir o julgamento humano do servidor público.

Por que auditabilidade é crítica em IA aplicada ao setor público?

Auditabilidade é crítica em IA aplicada ao setor público porque decisões que afetam cidadãos precisam ser justificáveis para órgãos de controle e para o cidadão impactado, algo impossível quando a decisão vem de um modelo de linguagem opaco. Soluções como o ACS Digital mantêm essa decisão em lógica determinística, auditável e ancorada em fontes oficiais.

Quem organizou o Claude Impact Lab Rio de Janeiro?

O Claude Impact Lab Rio de Janeiro foi organizado por João Lisboa, Claude Community Ambassador no Brasil e cofundador da Taicor, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Maravalley e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Patrocinadores incluíram CCPar, Visagio, VTex, Segura, Taicor e o próprio Maravalley.

Quantas pessoas participaram do Claude Impact Lab Rio?

Cerca de 100 participantes foram selecionados entre mais de 600 inscritos para o Claude Impact Lab Rio. As equipes multidisciplinares receberam mentoria especializada durante o dia e construíram protótipos funcionais usando o Claude, modelo de IA da Anthropic, como base tecnológica.

Quem avaliou as soluções apresentadas no evento?

As soluções apresentadas no Claude Impact Lab Rio foram avaliadas por um painel que incluiu os Secretários Municipais de Saúde e de Segurança Pública do Rio de Janeiro, ao lado do time da Anthropic — quem operacionalizaria as ferramentas decidiu quais soluções venceriam.

Quais cidades já sediaram o Claude Impact Lab antes do Rio?

Antes do Rio de Janeiro, o Claude Impact Lab já havia passado por San Diego, Miami, Santiago e Cidade do México. A edição carioca foi a primeira realizada no Brasil, com foco específico em soluções de IA para saúde e segurança pública.

Quantas Agentes Comunitárias de Saúde o ACS Digital pode impactar?

O ACS Digital foi desenhado para as cerca de 6.200 Agentes Comunitárias de Saúde do Rio de Janeiro, que cobrem 4,5 milhões de moradores na rede de atenção primária — possivelmente a maior força de atenção primária ativa do mundo.

Quanto tempo as Agentes Comunitárias de Saúde perdem com retranscrição manual?

As Agentes Comunitárias de Saúde do Rio de Janeiro perdem aproximadamente uma hora por dia retranscrevendo, ao final da jornada, anotações em papel feitas durante visitas domiciliares — o equivalente a 6.200 horas de cuidado de campo perdidas todos os dias na rede inteira.

Qual é o próximo passo do ACS Digital após a vitória?

O próximo passo do ACS Digital é uma sessão de trabalho com a Prefeitura do Rio de Janeiro para integrar a ferramenta ao Vitacare, o prontuário eletrônico municipal. Conforme o regulamento do evento, as soluções vencedoras do Claude Impact Lab são doadas à cidade.

Quem integrou a equipe vencedora da trilha de Saúde?

A equipe vencedora da trilha de Saúde reuniu cinco profissionais: Laura Soares Anderaus (medicina), Vinicius Saraiva Andrade, Rafael Bressan, Daniel Seraphim e Leonardo Santos, parceiro estratégico da Capiva — combinando backgrounds de medicina de família, produto, inteligência artificial e engenharia de software.

Por que o Brasil está no radar da Anthropic?

O Brasil está no radar da Anthropic porque é o terceiro maior mercado do Claude no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Índia, segundo dado reportado pela StartSe em abril de 2026. A empresa também está montando escritório em São Paulo, previsto para 2026.

Quais eram os dois eixos temáticos do Claude Impact Lab Rio?

O Claude Impact Lab Rio se dividiu em dois eixos temáticos: saúde, com ferramentas de identificação preventiva de demandas antes que virem emergências, e segurança pública, com soluções para integração de bases de dados que permitem análises estratégicas cruzadas impossíveis de fazer manualmente hoje.

O que acontece com as soluções vencedoras do Claude Impact Lab?

As soluções vencedoras do Claude Impact Lab são doadas à cidade sede, conforme o regulamento do evento. No caso do Rio de Janeiro, o ACS Digital seguirá para uma sessão de trabalho com a Prefeitura visando integração ao Vitacare, o prontuário eletrônico municipal.

IA AUDITÁVEL PARA GESTÃO PÚBLICA

A inteligência artificial pode transformar a gestão pública municipal de reativa para proativa, mas apenas quando respeita auditabilidade e governança. O Claude Impact Lab Rio de Janeiro, primeira edição brasileira do programa da Anthropic, demonstrou isso na prática: a solução vencedora na trilha de Saúde, ACS Digital, utiliza IA generativa no desenvolvimento mas mantém toda decisão clínica em lógica determinística e auditável. A ferramenta apoia as 6.200 Agentes Comunitárias de Saúde do Rio de Janeiro, que cobrem 4,5 milhões de moradores, eliminando aproximadamente uma hora diária de retranscrição manual. O motor de priorização é escrito em SQL puro, ancorado nos manuais oficiais do SUS. Nenhum modelo de linguagem opera em runtime clínico. O princípio: IA é briefing para o profissional humano, não substituto da decisão.