Guia pilar · Claude Code

Claude Code: guia completo de harness, MCP e hooks

Por Bruno Americo · 19 de julho de 2026 · atualizado em 15 de outubro de 2026

Claude Code é um harness: CLAUDE.md, hooks, MCP, skills, subagentes e permissões são as peças em volta do modelo. Este guia é o mapa. Cada peça tem um passo a passo publicado, listado abaixo. A Anthropic descreve o impacto do "harness design" em agentes de código de execução longa (março de 2026). A frase "Claude Code é o harness, o Claude é o modelo dentro dele" é de terceiros (MindStudio, WaveSpeed), não da Anthropic.

Mapa dos passos publicados

Este texto é o mapa do Claude Code como harness. O conceito, a camada em volta de qualquer modelo, está em o que é um AI harness. Aqui cada peça do Claude Code aponta para o passo a passo publicado. Leia o mapa e abra o spoke do que você vai configurar agora.

  • Como instalar o Claude Code no Windows — PowerShell, CMD, WinGet ou WSL, Git for Windows, PATH, login e os erros de instalação mais comuns. As saídas foram capturadas num Windows Server 2025 limpo.
  • Como instalar o Claude Code no macOS e no Linux — Instalador nativo com curl, Homebrew, apt, dnf, Alpine e npm, PATH, login e os erros de instalação mais comuns. As saídas foram capturadas em containers limpos de Ubuntu e Alpine.
  • Como escrever um CLAUDE.md — O guide que o Claude lê no início da sessão. O spoke escreve um arquivo linha a linha e um script que revisa esse arquivo no CI.
  • Como configurar hooks — O sensor. Três hooks em Python puro, sem jq, nos pontos do ciclo de vida em que a regra precisa valer sempre.
  • Como criar uma skill — Uma pasta com SKILL.md que o Claude carrega sob demanda. O exemplo publicado é uma skill que registra uma decisão de arquitetura.
  • Como configurar MCP no Claude Code — claude mcp add, o arquivo .mcp.json e os escopos local, project e user. É a configuração, não a escrita do servidor.
  • Como criar um servidor MCP em Python — O servidor que expõe ferramentas, recursos e prompts. O resultado de cada chamada entra na janela de contexto do modelo.
  • Como criar subagentes — Arquivo em .claude/agents, com prompt, ferramentas e permissões próprios, numa context window separada.
  • MCP vs API vs Skills vs CLI — A mesma tarefa pelos caminhos que o Claude Code oferece, e quando cada um é o certo. MCP não substitui uma API.
  • Como economizar tokens — Medir com /context, a diferença entre /clear e /compact, o que quebra o prompt cache, e o papel de subagentes e de um CLAUDE.md curto.

Nota: "AI harness" aqui é o conceito de software — a infraestrutura em volta de um LLM que o torna um agente confiável —, não a harness.io (plataforma de CI/CD) nem o chicote/arreio literal da palavra em inglês.

O que o Claude Code diz que é

O repositório do Claude Code o descreve como uma ferramenta de código agêntica que vive no seu terminal e entende seu codebase (github.com/anthropics/claude-code). A frase não usa a palavra harness, e a ressalva sobre isso está mais abaixo. O modelo que roda ali é o mesmo que você chamaria pela API. O que faz o Claude Code funcionar num repositório de verdade é a camada em volta do modelo: acesso a arquivo, ferramentas, permissões e execução de comandos. O Cursor faz o mesmo papel dentro do editor e se apresenta como seu agente de código para construir software ambicioso (cursor.com). A diferença entre os dois é o formato, terminal ou editor. Os dois envolvem o modelo com contexto de projeto, edição de arquivo e execução.

Claude Code já vem com as peças de um harness

O Claude Code já chega com as peças de um harness. O CLAUDE.md guarda as instruções que o Claude lê no início de cada sessão. Hooks rodam sozinhos em pontos do ciclo de vida e podem ser comando shell, chamada HTTP, ferramenta MCP, prompt ou agente. Skills são pastas com um SKILL.md que o Claude carrega sob demanda quando a tarefa pede. O MCP conecta ferramentas e dados externos: você adiciona um servidor com claude mcp add e escolhe se ele fica só com você, no projeto ou em todos os seus projetos. O passo a passo está em como configurar MCP no Claude Code. Subagents trabalham em context windows separados, cada um com prompt e permissões próprios. E as permissões vêm em níveis: o plan mode, por exemplo, só lê. Isso encaixa direto na taxonomia de Birgitta Böckeler (Thoughtworks, 2 de abril de 2026): guides direcionam o agente antes de ele agir; sensors observam depois e ajudam a corrigir.

Cada uma dessas peças tem um passo a passo com código testado: hooks com 3 exemplos prontos, como escrever o CLAUDE.md, como criar uma skill e como criar um servidor MCP em Python. Se você usa Windows, comece por como instalar o Claude Code no Windows.

Uma ressalva de atribuição (e um ponto prático)

Uma ressalva de atribuição, porque a distinção importa. A Anthropic não chama o Claude Code de "um harness" com essas palavras. Ela fala em "harness design" e diz que isso tem impacto substancial na eficácia de agentes de código de execução longa (março de 2026). A frase explícita "Claude Code é o harness, o Claude é o modelo dentro dele" vem de terceiros (MindStudio, WaveSpeed), não da Anthropic. E tem um ponto prático nisso: você não ganha um harness pronto. Você recebe primitivos e engenheira o harness configurando eles. O jeito de engenheirar é o loop do Hashimoto: cada vez que o agente erra, você escreve uma regra permanente no CLAUDE.md, ou num hook se a regra precisa valer sempre, em vez de corrigir na mão.

Recurso por recurso: guide ou sensor

Recurso do Claude CodeGuide ou sensorO que faz
CLAUDE.mdGuide (feedforward)Instruções persistentes que o Claude lê no início de cada sessão
HooksSensor (e gate)Ações definidas pelo usuário (comando shell, HTTP, ferramenta MCP, prompt ou agente) que rodam automaticamente em pontos do ciclo de vida
MCPGuideConecta ferramentas e fontes de dados externas. Configuração com claude mcp add e .mcp.json em como configurar MCP. Quando usar MCP, API, Skill ou CLI: quando usar cada um.
SubagentsGuideCada um roda no próprio context window, com system prompt, ferramentas e permissões próprios. Passo a passo em como criar subagentes no Claude Code. Também tiram saída verbosa da conversa principal: veja como economizar tokens
PermissõesGuide (gate)Níveis de permissão; o plan mode só lê arquivos e roda comandos de leitura
SkillsGuidePastas com SKILL.md, instruções e scripts que o Claude carrega sob demanda quando a tarefa pede

capivaOS: um harness engenheirado sobre o Claude Code

Dá pra ver o padrão num exemplo concreto. O capivaOS é um harness engenheirado em cima do Claude Code: um pipeline de desenvolvimento spec-first e test-enforced, com máquina de estados, instalado como plugin (segundo o README). Ele não substitui o Claude Code. Ele pega os primitivos (CLAUDE.md, hooks, subagents, permissões) e amarra num fluxo disciplinado, com fases, artefatos e gates. É isso que harness engineering permite: engenheirar um harness como uma camada sobre outro.

O harness de código é a parte visível

O harness de código é a parte visível. Claude Code, Cursor, agentes que leem repositório e rodam teste. Configurar bem esses primitivos já muda o resultado. Mas a parte maior, e onde quase ninguém está engenheirando com disciplina, é o harness operacional: o mesmo padrão de guides e sensors aplicado à operação de um negócio inteiro, IA além do código. A camada de código a gente resolve com o capivaOS, o harness open-source sobre o Claude Code. Se você quer entender o conceito antes dos recursos, comece por O que é um AI Harness.

Perguntas frequentes

O Claude Code é um harness?▼

Funciona como um. Os recursos dele encaixam no modelo de guides e sensors: CLAUDE.md, hooks, MCP, subagents e permissões são a camada em volta do modelo. A Anthropic trata isso como "harness design" (março de 2026); a formulação explícita "Claude Code é o harness" é de terceiros (MindStudio, WaveSpeed), não da Anthropic.

Quais recursos do Claude Code formam o harness?▼

CLAUDE.md (instruções persistentes lidas a cada sessão), hooks (ações automáticas em pontos do ciclo de vida), skills (instruções e scripts carregados sob demanda), MCP (conexão com ferramentas e dados externos), subagents (context windows isolados, com prompt e permissões próprios) e permissões em níveis. Juntos, são os guides e sensors em volta do modelo.

O CLAUDE.md é um guide ou um sensor?▼

Um guide: na taxonomia de Böckeler (Thoughtworks, 2026), guides direcionam o agente antes de ele agir. O CLAUDE.md é lido no início de cada sessão, então orienta o comportamento na largada, não depois.

Como os hooks funcionam como sensors?▼

Hooks rodam automaticamente em pontos do ciclo de vida do Claude Code; ligados a testes, linters ou typecheck depois de uma edição, viram sensors que o agente lê e usa para se corrigir. Um hook que falha também pode barrar a ação, funcionando como gate.

O que é o capivaOS e como ele se relaciona com o Claude Code?▼

O capivaOS é um harness open-source engenheirado sobre o Claude Code: um pipeline de desenvolvimento spec-first e test-enforced, com máquina de estados, instalado como plugin (segundo o README). Ele não substitui o Claude Code. Ele transforma os primitivos num fluxo disciplinado, com fases, artefatos e gates.

Como engenheirar meu próprio harness sobre o Claude Code?▼

Em cinco passos, nesta ordem: 1) instale o Claude Code; 2) escreva o CLAUDE.md com as regras do projeto; 3) adicione hooks como sensors (testes, linters, typecheck); 4) empacote fluxos repetidos em skills; 5) conecte ferramentas externas via MCP. Depois rode o loop do Hashimoto: cada erro do agente vira uma regra permanente.

O Claude Code te dá as peças. O harness que decide se o agente funciona, você engenheira.

capivaOS no GitHub →O que é um AI Harness? →Diagnóstico estratégico →

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